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Reforma Tributária13 de fevereiro de 2026 Por Francisco Lisboa

A Reforma Tributária vai exigir mais organização das empresas.

O novo modelo tributário tende a tornar erros, créditos, documentos e processos muito mais visíveis.

A Reforma Tributária aprovada no Brasil representa uma mudança estrutural no sistema de tributação sobre o consumo. A transição para o novo modelo ocorre de forma gradual, mas as empresas que se prepararem com antecedência terão vantagem competitiva, e as que ignorarem o processo correm risco de operar com tributação incorreta durante um período crítico.

O que muda com a Reforma Tributária

No centro da reforma está a substituição de cinco tributos, PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, por dois novos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), além da criação do Imposto Seletivo. O objetivo declarado é simplificar o sistema e tornar a tributação sobre o consumo mais transparente, neutra e com menor litigiosidade. A transição prevista tem início em 2026 e se estende até 2033, mas as empresas precisam acompanhar o cronograma com atenção.

Por que a organização documental vai ser ainda mais crítica

No modelo atual, erros em documentos fiscais muitas vezes passam despercebidos ou geram apenas inconsistências localizadas. No novo sistema, a rastreabilidade das operações tende a ser mais rigorosa e automatizada. Créditos de IBS e CBS precisarão estar devidamente documentados e vinculados às operações corretas. Empresas com processos fiscais desorganizados podem perder créditos ou ser autuadas com mais facilidade do que no sistema atual.

O impacto na precificação e na margem

A mudança no modelo tributário pode afetar diretamente a margem de empresas que repassam tributos nos preços sem clareza sobre o que é tributo e o que é custo. Em setores que hoje têm benefícios fiscais relevantes, como o setor de serviços em municípios que cobram ISS baixo, pode haver impacto significativo na carga tributária efetiva. Antes de qualquer ajuste de preço, o empresário precisa entender como a reforma afeta especificamente o seu setor e modelo de negócio.

O que fazer agora

O período de transição é o momento certo para mapear as operações da empresa, revisar os processos de emissão de documentos fiscais, identificar os créditos que a empresa tem direito e projetar cenários para a nova carga tributária. Esperar o prazo final da transição para se organizar é o caminho para ser pego de surpresa, com multas, perda de créditos e necessidade de ajustes emergenciais que custam mais do que o planejamento preventivo.

O que o empresário precisa observar

Material complementarGuia da Reforma Tributária para Empresas: Perguntas e Respostas
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Se a sua empresa ainda não avaliou o impacto específico da Reforma Tributária no seu setor e modelo de negócio, está na hora de fazer essa análise. A Lisboa Santos está acompanhando o processo de transição e pode ajudar sua empresa a se preparar adequadamente para o novo cenário.

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Francisco Lisboa, sócio fundador da Lisboa Santos Contabilidade
Francisco Lisboa
Sócio fundador

Responsabilidade técnica, acompanhamento contábil e apoio às empresas que precisam de segurança nas obrigações e clareza na operação.

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