A discussão sobre riscos psicossociais no ambiente de trabalho ganhou força. Mas o ponto principal não é apenas falar sobre saúde mental.
O ponto principal é gestão. Esse assunto não pode ser tratado como moda e também não pode ser tratado como pânico. Precisa ser tratado como processo.
Risco psicossocial não é conversa subjetiva
Risco psicossocial não significa transformar toda insatisfação em passivo trabalhista. Também não significa que a empresa será responsável por tudo que acontece na vida pessoal do empregado.
O foco está nas condições de trabalho: excesso de demandas, sobrecarga, assédio, conflitos, falta de clareza nas funções e ausência de medidas preventivas.
Documentar não é burocracia vazia
Não basta dizer que a empresa se preocupa com o ambiente de trabalho. É preciso demonstrar.
Demonstrar como os riscos foram identificados, quais medidas foram adotadas, quem acompanha e quais ações foram tomadas.
A contabilidade não substitui o especialista em SST
A gestão técnica deve ser conduzida por profissionais habilitados em segurança e saúde no trabalho.
Mas a contabilidade tem papel estratégico ao lado do empresário porque muitos reflexos passam por folha, admissões, afastamentos, atestados, eSocial e organização documental.
O que o empresário precisa observar
- Revisão do GRO e do PGR com assessoria de SST.
- Registro das medidas preventivas adotadas.
- Comunicação interna e orientação de lideranças.
- Controle de jornada, afastamentos e documentos trabalhistas.
- Integração entre empresa, RH, contabilidade e SST.
Se esse tema impacta sua empresa, o próximo passo não é decidir no improviso. É olhar os números, organizar as informações e entender o efeito prático no caixa, na rotina e no risco do negócio.
Falar com a Lisboa Santos