Crescer parece sempre bom. Mais pedidos, mais clientes, mais faturamento. Mas existe um padrão que se repete em empresas que crescem rápido sem estrutura: os problemas crescem junto. E muitas vezes mais rápido do que o faturamento.
O faturamento que engana
Uma empresa pode dobrar de faturamento em 12 meses e terminar o ano com menos caixa do que começou. Isso acontece quando o crescimento não é acompanhado de uma leitura adequada da margem, do capital de giro e dos custos que escalam junto com as vendas. Sem entender esses números, o empresário celebra o crescimento de receita sem perceber que o crescimento de despesas está consumindo, ou até superando, esse ganho.
O que significa realmente entender os números do negócio
Não é necessário ter formação contábil ou financeira. Mas é necessário saber responder, com dados, algumas perguntas básicas: Qual é a minha margem de contribuição por produto ou serviço? Qual é o meu ponto de equilíbrio mensal? Meu crescimento está sendo financiado por caixa próprio ou por prazo de fornecedor que vai vencer? Quando esses dados não existem ou não são monitorados, as decisões de preço, contratação e expansão são tomadas por intuição, que é útil, mas insuficiente.
Gestão sem número é gestão por sensação
O empresário que gerencia pela sensação tende a contratar quando parece que tem demanda, mas sem calcular se a margem suporta o custo. Tende a oferecer desconto quando o cliente pede, sem saber o impacto real na lucratividade. Tende a investir em equipamento ou expansão física no momento em que o caixa parece cheio, sem projetar o fluxo dos próximos meses. Essas decisões não são necessariamente erradas, mas tomadas sem dados, o risco é muito maior.
Por onde começar a organizar a leitura dos números
O ponto de partida não é complexo: um DRE gerencial mensal, um controle de fluxo de caixa e uma análise de margem por linha de produto ou serviço já dão ao empresário uma visão muito mais sólida do que ter apenas o extrato bancário e a intuição. Esses três instrumentos, quando produzidos com regularidade e qualidade, transformam a gestão de uma atividade baseada em feeling para uma atividade baseada em dados.
O que o empresário precisa observar
- Faturamento é vaidade, lucro é sanidade e caixa é realidade. Os três precisam ser monitorados separadamente.
- Uma empresa que cresce sem entender sua margem real pode estar vendendo mais para lucrar menos, e não perceber isso até a crise bater.
- Capital de giro não gerenciado é uma das principais causas de quebra de empresas que crescem rápido.
- Decisões de contratação, precificação e expansão devem ter suporte de dados. Intuição complementa, mas não substitui.
- O contador certo não entrega só obrigações fiscais. Ele ajuda o empresário a ler o negócio com mais profundidade.
Se a sua empresa está crescendo, mas você não tem clareza sobre o que está acontecendo com a margem, o caixa e os custos reais desse crescimento, existe uma lacuna que precisa ser endereçada. A Lisboa Santos ajuda empresários a construir a visão financeira e contábil que o crescimento sustentável exige.
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